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Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa: dupla torce por conquista inédita juntos

Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa Enquanto milhões de brasileiros sonham com o hexacampeonato, para uma família carioca a ...

Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa: dupla torce por conquista inédita juntos
Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa: dupla torce por conquista inédita juntos (Foto: Reprodução)

Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa Enquanto milhões de brasileiros sonham com o hexacampeonato, para uma família carioca a próxima Copa do Mundo pode representar uma conquista ainda mais especial: a primeira comemoração de um título entre pai e filho. A paixão pelo futebol atravessa gerações na casa de Vinícius França, de 70 anos, e João França, de 22. Mas as experiências dos dois com a Seleção Brasileira são completamente diferentes. Vinícius viu o Brasil conquistar os cinco títulos mundiais. João, nascido em 2003, poucos meses depois do pentacampeonato, nunca teve a oportunidade de celebrar uma conquista da equipe nacional. "Esses DVDs são uma parte muito importante da minha formação como torcedor", conta João, mostrando uma coleção de filmes sobre as Copas do Mundo que assistia ao lado do pai quando era criança. Vinícius acompanhou de perto diferentes momentos da história da Seleção. Na Copa de 1958, quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial, ele tinha apenas três anos e não guarda muitas lembranças. Já em 1962, recorda-se das reuniões da família ao redor de um grande rádio para acompanhar os jogos. "O Brasil tinha muita esperança de ganhar a Copa. Já vinha de 58 com praticamente o mesmo time. O Pelé se machucou, ficou aquela interrogação, mas o Amarildo entrou muito bem e a gente acabou ganhando", lembra. Pai viu os cinco títulos do Brasil, e filho nunca comemorou uma Copa: dupla torce por conquista inédita juntos Reprodução/TV Globo A campanha de 1970 foi a primeira vivida intensamente por Vinícius. Embora a televisão em cores ainda não tivesse chegado ao Brasil, ele acompanhou todos os jogos ao vivo. "Já no primeiro jogo eu senti que aquele timaço iria engrenar", recorda. Mas a trajetória como torcedor também teve decepções. A eliminação da Seleção na Copa de 1982 é, para ele, a maior frustração. "Era um timaço. Copa é isso: um dia você não está bem, perde um jogo e acaba tudo. Foi uma coisa triste", diz. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Vieram ainda as eliminações de 1986 e 1990, até o fim do jejum em 1994. "Foi uma Copa pragmática, mas merecida. O Brasil não ganhava havia 24 anos. Romário e Bebeto faziam uma dupla muito boa", afirma. Entre todas as campanhas, porém, a favorita de Vinícius é a de 2002. "Fez a melhor campanha da história das Copas: sete jogos, sete vitórias. Foi muito convincente." Naquele mesmo ano, além do pentacampeonato, ele recebeu outra notícia marcante: descobriu que seria pai. João nasceu em 2003 e faz parte de uma geração que cresceu ouvindo histórias sobre os títulos da Seleção, mas sem viver uma conquista. "Minha geração, assim como a de 70, ficou muito tempo sem ver um título. Então toda Copa é uma expectativa", conta. As lembranças dele estão ligadas às eliminações. Em 2014, pai e filho acompanharam juntos jogos da Copa disputada no Brasil, inclusive no Maracanã. Mas o sonho acabou de forma traumática com a derrota por 7 a 1 para a Alemanha. "Era para ser uma festa, mas a gente ficou sem reação. Foi tudo muito rápido", lembra João. Mesmo sem ter visto a Seleção levantar a taça, ele garante que continua apaixonado pelo clima de Copa do Mundo e mantém a esperança de viver esse momento. O pai aproveita para brincar com a geração do filho. "Que turma pé-frio. Não ganha uma. Está na hora de levar alguma", provoca Vinícius. Entre provocações, lembranças e expectativas, os dois compartilham a mesma paixão. E torcem para que a próxima página da história seja escrita juntos, com uma comemoração inédita na família: a de um título mundial visto lado a lado.